Sexta-feira, Julho 14, 2006

Será que eu suporto?

Quem é o dono e o que é a propriedade?
Nenhuma posse afinal.
Declaro já o nomadismo como nova (velha!?) forma de vida.
Nenhum território,
Será possível? Será que eu suporto o desapego que prego?

Suportar chegar e partir no mesmo dia.
Mais uma cidade que fica pra trás?
Nenhum corpo para carregar...
Todos os cadáveres têm que ficar onde morreram,
Carregá-los é inútil.

E como dói arrancar os mortos de si?
Se soubéssemos que de nós ele apenas riem.
Presos.
Como dói arrancar as amarras que nossa cabeça cria
E nosso corpo aceita como tal.
Sim, ser! Apenas ser.
Afinal há apenas aqui; há apenas agora.

1 comentários:

Andréa Machado disse...

é realmente temos que "carregar" esses tais corpos que "um dia" fizeram parte da nossa história, mas para tdo tem um limite..."os meus" eu já jogeui na "vala dos esquecidos"...TÔ LIVRE...ufaaaaaaaa...besos...saudades...Déa.